No apagar das luzes de 2019, alguns produtores de leite do Oeste de Mato Grosso, insatisfeitos com o viés de baixa do preço pago pelos laticínios, começaram um movimento que se espalhou feito rastilho de pólvora: na virada do ano já eram mais de 700, reunidos em três grupos de whatsapp. As conversas, entremeadas de postagens religiosas e políticas, além dos cansativos bom dia, boa tarde, boa noite, apontavam para uma greve caso as indústrias não revissem sua política de preços.
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